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Jesus era mais como um cristão perseguido que um migrante ilegal, defende teólogo

Arif Ali/AFP/Getty
A situação de Jesus Cristo está mais próximo do que um cristão perseguido como Asia Bibi do que a dos migrantes, disse um influente teólogo católico. O padre Alfredo Morselli disse ao jornal italiano Il Giornale que “Cristo era uma pessoa perseguida, mais como Asia Bibi ou cristãos traídos e vigiado pelo governo chinês, que que com migrantes que ficam exigindo todos os direitos”.

A crise humanitária que envolve os milhões de migrantes que fugiram do Oriente Médio e Norte da África para a Europa faz com que lideranças políticas e até religiosas comparem a narrativa sobre a fuga de José, Maria e Jesus.

“Para essa filosofia anticristã, a narrativa não se refere mais ao próprio Jesus, mas para essa interpretação sobre a história de Cristo”, avalia o padre.

Morselli insistiu que Jesus deve estar sempre no centro e não pode ser usado por discursos políticos. “Uma igreja que vende a cruz e não coloca Jesus em primeiro lugar, o único lugar a que ele pertence, não atrai ninguém”, destaca.

Lembrando do caso de Bibi e sua família, que permanecem no Paquistão sem nenhuma oferta concreta de asilo, ele lamentou: “Eu diria que como não havia lugar para Jesus na hospedaria, não há lugar para Asia Bibi no Vaticano”.

Embora Morselli não tenha mencionado o nome do papa Francisco, o líder da Igreja Católica Romana é um dos muitos líderes mundiais que já fizeram uma comparação entre Jesus e a situação dos refugiados em todo o mundo. Em diferentes ocasiões, defendeu que os países recebessem as ondas migratórias, formadas majoritariamente por muçulmanos.

Para o teólogo católico, a igreja católica deveria sair em defesa dos fiéis cristãos que sofrem perseguições com mais veemência. Citou ainda os casos dos cristãos chineses, que são presos e ameaçados pelo Partido Comunista, mas a Santa Sé optou por um acordo com o governo, submetendo-se à sua influência nas decisões eclesiásticas, como a nomeação de bispos.

No meio protestante, Paula White, conselheira espiritual do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em julho que era equivocado comparar Jesus a migrantes que tentavam entrar ilegalmente nos EUA. “Eu acho que muitas pessoas tiraram as Escrituras fora do contexto, para dizer que a situação de Jesus era como a de um refugiado atual. “Sim, Ele viveu no Egito por três anos e meio. Mas não como um ilegal. Se Ele violasse a lei, então teria sido pecador e não poderia ter sido nosso Messias”.

Gospel Prime

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